Possibilidades e Contratempos com a adoção do 5G e das Tecnologias Emergentes no Brasil

Time aluysiofonseca

10/11/20243 min read

A era das inovações tecnológicas avança a passos largos, prometendo revolucionar mercados e otimizar resultados nas empresas brasileiras. No Brasil, a iminente chegada do 5G de forma plena, aliada a tecnologias como a inteligência artificial, a internet das coisas (IoT) e o blockchain, desenha um horizonte de oportunidades para 2025.

Entretanto, como integrar efetivamente essas ferramentas ao cotidiano corporativo para destravar a inovação e fidelizar clientes em um cenário pós-pandemia? A resposta reside no alinhamento estratégico dessas tecnologias com os objetivos de negócio a longo prazo.

As lideranças empresariais devem identificar as áreas passíveis de melhoria e os casos específicos onde a tecnologia possa gerar um valor tangível. Nas telecomunicações, já se explora esse potencial, oferecendo serviços como acesso à fibra óptica, casas inteligentes e transmissão de dados de áudio ou vídeo em tempo real (streaming), ampliando sua gama de produtos para atender a nichos variados.

O setor de mídia e entretenimento, por exemplo, passou a competir com emissoras de televisão ao transmitir conteúdos de alta qualidade pela internet; na educação, as escolas e universidades adotaram aulas 100% remotas, ampliando o alcance do ensino.

Até mesmo segmentos como mineração (que se beneficia da automação) e saúde (que se beneficia da telemedicina), viabilizadas pelo 5G, permitem operações remotas com maior segurança e precisão, além de monitoramento ambiental e físico. Outras indústrias seguem o mesmo caminho.

Contudo, a implementação dessas tecnologias não está isenta de desafios, pois a complexidade das redes 5G aumenta os pontos de contato, potencializando vulnerabilidades e falhas de segurança. A cobertura desigual, especialmente em áreas remotas e rurais, dificulta o acesso e evidencia a necessidade de investimentos robustos em infraestrutura, como torres de transmissão, small cells e redes de fibra óptica.

Além disso, a preocupação com a cibersegurança cresce à medida que a produção e circulação de dados se intensificam. As empresas enfrentam também a tarefa de integrar novas tecnologias a sistemas legados, lidando com múltiplos fornecedores e a complexidade de um ecossistema em constante evolução.

Segundo pesquisas (1), a segurança da informação e a compatibilidade tecnológica são os principais entraves apontados por executivos em todo o mundo, que reconhecem a necessidade de uma gestão eficaz dessas redes complexas. Para superar esses obstáculos, a colaboração emerge como estratégia fundamental nas organizações.

Parcerias com startups, universidades e fornecedores especializados podem acelerar a adoção tecnológica e promover a inovação contínua, pois é importante que as organizações desenvolvam uma visão estratégica, considerando cenários de uso específicos e escolhendo as tecnologias que melhor atendam às suas necessidades, além de planejar o armazenamento e processamento de dados de forma eficiente.

A integração eficiente entre as novas e as antigas soluções tecnológicas é desafiadora e, por isso, as empresas deverão estar mais preparadas para liderar em um mercado cada vez mais digitalizado e competitivo. A revolução tecnológica oferece um leque de oportunidades para transformar modelos de negócio e melhorar a experiência do cliente, mas exige uma abordagem estratégica amparada em investimentos adequados e com um ecossistema dinâmico.

Por isso, aqueles que conseguirem navegar por esses desafios estarão aptos a colher os frutos de uma nova era de prosperidade, inovação e vantagem competitiva sustentável.

Este artigo de opinião reflete unicamente as visões do autor e aborda seus estudos sobre administração, contabilidade gerencial e de custos, sistemas de informações, gestão pública e biotecnologia. Em sua análise, ele enfatiza a importância de uma abordagem integrada que ultrapassa o uso da automação, concentrando-se também em planejamento urbano, planejamento estratégico, políticas públicas e ESG.

Aluysio Fonseca – É doutorando em Biotecnologia, Mestre em Gestão Pública e Bacharel em Sistemas de Informação (UFPI) e Bacharel em Administração (UNIFSA). Atualmente é Diretor-Presidente da aluysiofonseca governança e inovação.

Referência

(1) SAEED, Saqib et al. Digital transformation and cybersecurity challenges for businesses resilience: Issues and recommendations. Sensors, v. 23, n. 15, p. 6666, 2023. Disponível em https://www.mdpi.com/1424-8220/23/15/6666/pdf?version=1690287801. Acesso em 10 out. 2024.